Mãe tem câncer durante a gravidez e se vê obrigada a escolher entre sua vida e a do bebê

A professora Márcia Barros, 37, estava muito feliz com a gravidez de seu segundo filho pois já ensaiava há muito tempo uma segunda gravidez. Até que um dia, seu mundo caiu quando ela recebeu o diagnóstico: câncer de mama.

ssim, Márcia se viu em um empasse: postergar o tratamento para depois do parto, sabendo que os mesmos hormônios necessários à gestação também alimentavam o tumor e faziam ele crescer mais rápido, ou abortar para combater o câncer, correndo o risco de nunca mais conseguir engravidar?

Então não havia outra saída, no terceiro mês de gestação ela teve que retirar seu seio doente e começar a quimioterapia.“Pedia desculpas ao meu filho. Ele nem tinha nascido e já precisava conviver com a problemática do câncer de mama. Vivi a doença e a gestação ao mesmo tempo, mas hoje posso afirmar com toda a certeza que a maternidade me salvou”, conta Márcia.

Os meses de gravidez não foram contados em semanas, como as mulheres costumam fazer e sim em ciclos de quimioterapia. Enquanto o bebê crescia no ventre, Márcia fazia conversas sinceras com aquele ser dentro de sua barriga. Ela tentava explicar que toda aquela química que circulava no seu sangue a cada três semanas, era parte de um tratamento agressivo, mas que era essencial para a vida dos dois.

“Eu teria a opção de interromper a gestação por causa dos riscos. Mas já tinha ouvido os batimentos cardíacos do nenê, imaginava como era o rosto dele. Decidi seguir em frente. A doença me enchia de tristeza. Mas a gravidez me dava alegria em dobro.”

“E decidi não contar para ninguém que tinha câncer de mama. A gravidez era a minha maior felicidade. Então, quando encontrava as pessoas, queria falar sobre o meu filho, não sobre a doença”, explica.

Então o filho de Márcia nasceu forte e saudável. No aniversário de um ano do pequeno o câncer deixou de fazer parte da vida da família. No colo dela estava Waldemir, o nome foi dado em homenagem ao médico que permitiu que a oposta mistura de gravidez e quimioterapias, tivesse um final feliz.

A mamãe guerreira também participou do documentário “Mulheres de Peito”, inspirado no livro Força na Peruca, de Mirela Janotti.

Que história incrível! A doença não destruiu a força e a vontade de vencer dessa mãe. Esperamos que ela tenha muita saúde, assim como o bebê que desde pequeno foi muito guerreiro também.